Como escolher um EPI?

A escolha correta de um EPI para trabalho em altura deve ser feita por um profissional capacitado, contando sempre com o auxílio do trabalhador. É de suma importância o conhecimento aprofundado sobre o local de trabalho, uma boa noção de EPI e as técnicas de trabalho em altura.

Considere os seguintes itens:

- Análise da atividade;

- Acessórios adequados ao trabalho;

- Ergonomia correta (tamanho);

- Influências externas.


Fonte: Altiseg

O que é C.A.?

O CA é o certificado de aprovação para equipamentos de proteção individual (EPI). Para o equipamento receber um número de CA, ele deve ser testado e aprovado de acordo com especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), depois de certificado, esse equipamento pode ser comercializado como EPI.


Fonte: Altiseg

O que é considerado Trabalho em Altura?

A NR-35 considera Trabalho em Altura toda altividade executada acima de 2 metros do nível inferior onde, haja risco de queda, seja em elevação (escadas, andaimes, plataformas, etc.) ou em profundidade (poços, escavações, dutos, etc.)

Fonte: NR-35


Fonte: NR 35

O que é EPC?

Dispositivo ou produto, de uso coletivo utilizado pelos trabalhadores, destinados à proteção de riscos suscetíveis de ameaça a segurança e a saúde no trabalho.     


Fonte: NBR 15595:2008

O que é EPI?

Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho - de acordo com NR 6, item 6.1.

 


Fonte: NR 6

O que é ZLQ?

ZLQ ou Zona Livre de Queda – as normas de EPI para trabalho em altura pedem que o fabricante indique as características de seu produto - o trabalhador deve sempre estar atento.
 
Fato a ser destacado é que o calculo deve ser feito sempre a partir do ponto de ancoragem, ou seja, ponto onde o trabalhador conecta-se ao seu sistema de proteção.
 
Cálculo para talabartes com ABS:
 
Existem 2 variáveis fixas neste calculo que são o 1 metro de espaço de segurança abaixo do trabalhador (distancia entre os pés e o solo na posição de suspensão pós-queda) e 1,5 metros que se refere ao espaço entre os pés e o ponto de conexão do sistema ao cinto pára-quedista (ponto de retenção de queda dorsal ou peitoral) com isto esta conta parte de 2,5 metros abaixo do ponto de ancoragem.
 
As outras duas variáveis no caso de um talabarte são comprimento do talabarte e abertura prevista do absorvedor de energia.
 
Arredondando os números para facilitar o entendimento – um talabarte com 1,30m e um absorvedor que abra 1,10m – soma 2,40m.
Neste primeiro exemplo a ZLQ seria de 4,9m de espaço entre o ponto de ancoragem e o solo ou obstáculo.
 
Num segundo exemplo com as medidas máximas que a norma permite: 1m de espaço de segurança e os 1,5m de espaço entre os pés do trabalhador e o ponto de retenção de queda do cinto pára-quedista não mudam, ou seja, sempre serão 2,5m.
O que muda é os 2m de comprimento do talabarte e os 1,75m de abertura do ABS, este são os comprimentos máximos que a norma brasileira permite para um talabarte de proteção de queda. A soma fica em 3,75.
 
Neste segundo exemplo a ZLQ seria de 6,25m entre a ancoragem e o solo ou obstáculo.
 
Assim é possível ilustrar de que o usuário deve estar atento a qual será sua demanda de trabalho e adquirir um produto compatível com a segurança ideal para isto.
A Altiseg sabe que estes cálculos e outros fatores de proteção contra queda são complexos e exigem o acompanhamento de profissionais com o conhecimento necessário e possui uma equipe de profissionais com esses conhecimentos para identificar riscos o e propor soluções seguras – e esta equipe esta a sua disposição.
 
Acesse regularmente o site da Altiseg e acompanhe as dicas técnicas para um trabalho seguro; em breve serão abordados temas como fator de queda, a flexibilidade de linhas de vida dentro do cálculo de ZLQ, a ZLQ para trava-queda dentre outros.
Fonte: Altiseg

Fonte: Altiseg

O que são NRs?

As Normas Regulamentadoras, também conhecidas como NRs, regulamentam e fornecem orientações sobre procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho no Brasil. São as Normas Regulamentadoras do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), relativas à Segurança e Medicina do Trabalho, foram aprovadas pela Portaria N.° 3.214, 08 de junho de 1978. São de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela (CLT).


Fonte: Ministério do Trabalho (MTE)

Os equipamentos suportam trabalhadores acima de 100kg?

Este assunto é bastante questionável e temos inúmeras consultas a este respeito.

Inicialmente gostaríamos de esclarecer que o ensaio é feito com um lastro de 100 kg e isto não significa de que este seria um limite máximo para o usuário do cinto. Note que isto seria uma colocação extremada, uma pessoa com 99 kg pode trabalhar e uma com 101 kg esta proibida!

Existem questões que são muito mais importantes do que o excesso peso do trabalhador: exame médico atualizado, destreza do trabalhador com o ambiente vertical e o conhecimento da boa técnica a ser empregada, através de treinamentos periódicos.

Podemos como fabricantes, realizar algum tipo de reforço no cinto sem alterar as características do produto detentor do CA, e realizar ensaios internos conforme a NBR.

Não podemos realizar um ensaio com laudo e fazer com que conste em CA de forma legal valores superiores a 100 kg. Caso conste em algum documento de CA teste realizado com peso superior a 100 kg, a responsabilidade técnica é inteira do fabricante, não tendo nenhum respaldo legal, de laboratório oficial, legislação vigente ou mesmo do Ministério do Trabalho.

A ALTISEG entende que a norma ensaia os equipamentos com 100 kg em condições extremas que dificilmente acontecerão dentro da técnica segura de trabalho. Ainda gostaríamos de relatar de que estudos demonstram que o lastro rígido de 100 kg equivale a uma pessoa de 110 kg devido à absorção de energia pelo corpo humano.


Fonte: http://www.gravitec.com/testing/gravitec-testing-publications/rigid-weight-human-weight-1.4-multiplier-test.html

Quais são as exigências para a fabricação dos talabartes de segurança previstos na norma?

Os talabartes de segurança conforme a NBR 15834:2010 são utilizados como componentes ou elementos de conexão do trabalhador com um ponto de ancoragem.

O talabarte de segurança pode ser constituído de uma corda de fibras sintéticas, um cabo metálico, uma fita ou uma corrente.

A Altiseg utiliza fita para a fabricação dos seus talabartes de segurança.

De acordo com a norma, os talabartes confeccionados em fita, devem ter uma resistência de no mínimo 22KN (2.200 kgf), sem separação, sem rasgamento, nem ruptura de nenhuma de suas partes. 

O comprimento de um talabarte de segurança simples, duplo ou regulável com seus terminais, não pode exceder 2m em sua totalidade, medido a partir dos pontos de contato dos terminais. Quando o talabarte possui um ABS (absorvedor de energia), a obtenção da medida do comprimento deve ser feita com o ABS intacto.


Fonte: NBR 15834:2012



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